Matéria de hoje na IDG Now, mostra que os preços das lojas online sofreram sua segunda inflação neste ano, e alertam que os preços mais altos na web pode espantar um pouco os clientes que tendem a fazer pesquisa no mundo online e físico.
A internet brasileira registrou inflação de 3,68% no mês de julho, a maior alta do ano, revelou o índice e-flation apurado pelo Programa de Administração do Varejo (Provar).
O resultado representa a segunda alta consecutiva após cinco meses em queda. Junho registrou a primeira alta do ano, com 2,54%.
De acordo com índice - medido nos três primeiros dias úteis de julho - a categoria livros foi a que apresentou a maior inflação no período: 150,85%. Segundo o professor Luiz Paulo Fávero, a alta acontece principalmente em virtude da alteração de produtos na cesta avaliada.
"Basicamente esse tipo de movimento pode ser observado na época de lançamentos. Na prática não são os preços que subiram, mas os produtos em primeiro lugar nas listas detêm um preço maior do que aqueles que eram líderes anteriormente." diz Fávero.
Também tiveram alta as áreas "CDs e DVDs" (4,98%), "Informática" (2,44%), "Perfumaria" (12,88%) e "Produtos para Casa" (3,08%).
Por outro lado, registraram deflação as categorias "Brinquedos" (12,91%), "Eletroeletrônicos" (12,77%), "Linha Branca" (0,27%), "Telefonia" (8,65%), e "Viagens e Turismo" (8,02%).
Considerando apenas a cesta composta por "Automóveis", o e-flation de julho de 2005 apresenta inflação de 0,21%.
"Em linha branca, podemos ver uma deflação no mês, após um período de alta marcante, por exemplo, para o Dia das Mães. Naquela época, a alta demanda por esses produtos pode ter impulsionado os preços para cima, e agora eles estão voltando ao normal", afirma.
De acordo com o professor, há uma expectativa de queda para os próximos meses, já que fatores da economia poderão influenciar na movimentação.
"Um desses fenômenos é a migração. Diante das alterações de preços, alguns consumidores podem deixar de comprar no ambiente online, fazendo com que alguns preços voltem ao padrão normal em virtude justamente da diminuição da demanda", destaca.
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